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52- Raiz de Guiné x Umbanda Esotérica
52- Raiz de Guiné x Umbanda Esotérica

Raiz de Guiné x Umbanda Esotérica

 

 

Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2017

Falar em Umbanda Esotérica já não é mais a mesma coisa do que se falar em Raiz de Guiné.

As coisas mudaram muito e continuam mudando sem pontos fixos adequados, que sirvam de plataforma firme para que as ditas mudanças se processem com certa estabilidade.

Pois de nada adiantará uma árvore propagar-se para o alto, sem que ao mesmo tempo, suas raízes avancem profundamente para o fundo da terra....

Em suma: muito se fala sobre mudanças no legado deixado por Matta e Silva sem nem ao menos, os que pretendem inová-lo, terem entendido na teoria e na prática 3% ou menos, do seu cerne Relígio-Científico em seus aspectos históricos, magísticos, mediúnicos, sonométricos, linguísticos por via do sistema signario oculto contido especialmente na escrita pré-histórica brasileira, por sua vez, com desdobramentos e conexões esotéricas para o alfabeto adâmico, para os caracteres sabeanos, para os sinais astrológicos e letras do alfabeto latino.

Ou seja, toda essa estrutura contida na Lei de Umbanda se desdobra na sua ritualística, no seu sistema de batismos, consagrações, coroações, nos seus sistemas de oferendas, na sua terapêutica astral, nos seus processos de defesa e reajustes vários, por via dos reinos da natureza. Então, dizer que isso tudo está superado sem explicar o porquê não é o suficiente...principalmente, quando não se vivenciou este conhecimento de forma viva na própria alma.

A Umbanda Esotérica, especialmente, após a passagem de Matta e Silva diversificou muito, todavia, sem uma coordenação esotérica efetiva e consistente, portanto, passando a comportar diversas concepções, narrativas e práticas de modo arbitrário, sem olhar com um maior cuidado os "pontos cegos" atávicos que passaram a ser à ela anexados.

Estes "pontos cegos" foram justamente os que segundo o próprio Matta e Silva, passaram a ser escoimados da Umbanda Esotérica segundo a sua concepção, quais sejam: os mitos, as crendices e superstições sem valor algum para sua estrutura Relígio-Científica, mas, que, por incrível que pareça, passaram a reaparecer posteriormente na própria Umbanda Esotérica, como sendo elementos inerentes à sua estrutura rito-litúrgica.

Daí, como se pode verificar em muitas academias e escolas iniciáticas do passado é que surge por "baixo dos panos" a deturpação e degeneração de chaves de conhecimento no seio da própria egregora iniciática, sem que ela se dê conta disso, até se chegar ao ponto onde não se sabe mais o que é de fato um ensinamento esotérico e o que se traduz por lendas ou mitos aleatoriamente configurados segundo as conveniências que buscam poder e adulação.

O número de pessoas que procuram manter o legado original da Raiz deixada através do velho Matta é sem dúvida muito reduzido ainda, todavia, ainda que qualificadas de ortodoxas, essas pessoas seguem em frente, para ajudar a preservar a tradição esotérica constituída e expressa na chamada Raiz de Guiné por W. W. da Matta e Silva nas areias de Itacuruçá.

Santa paz

Tarso Bastos